quinta-feira, 21 de julho de 2011

Vestigios I



Minha sorte é como um pássaro que tenta voar com suas asas quebradas.
Um pássaro feio e bobo que menospreza a física e a ciência e tenta a cada instante bater asas e voar.
Minha sorte é um cego no escuro.
Um astronauta sem astros ou galáxias.
Apenas um ser vadio que caminha perambulante e bêbado nas vielas da vida em busca de um canto menos frio para passar a noite.
É como uma criança teimosa que corre da mãe ao ver seu grito de afronto, e mesmo sentindo vibrar sua ira, ri despreocupada.
Minha sorte, vida.
É esta roleta de palavras que nunca me saem e se entopem em minha garganta como um velho ralo.
É este choro que custo teimosamente prender.
Minha sorte é o pássaro verde que ninguém nunca viu.
A borboleta dourada dos encantos dos sonhos.
É a lua que a criança estica as mãos para apanhar todas as noites e fica triste por seu fracasso.
Como? Se ela esta tão perto!
Minha sorte, pobres Deuses do infortúnio que plantei e cultivei nas minhas anciãs mais mesquinhas.
É esta vida...
...Que passei tempo de mais tentando encontrar outras coisas e não vivi.

Retornando...


Peço perdão a todos que leêm meu Blog. Estive  relapso com o Blog mais estou tentando retomar as atividades e postarei ao menos uma vez na semana um poema, texto, dicertações etc.
Obrigado pela compreensão de todos e espero que continuem lendo!

quinta-feira, 10 de março de 2011

Desencantos I


Desmanchei o laço vermelho em meu peito.
Pus nas malas as poucas peças de roupa que ainda me restavam.
E parti, sem este medo de não voltar.
Eu não senti saudade alguma quando cheguei à porta.
Larguei a copia da chave sobre a mesa.
Nunca mais olhei para trás.
Nunca mais lembrei de mim.

Mein herz Brennt


Esse é o fantástico colapso.
A maravilhosa sinfonia de gritos e arrastar de ossos.
O grande mausoléu dos circos.
As paginas avulsas do tempo.
Este sim é o que não vemos,
Essa carroça mortuária que chama por nomes.
Um arco ires de preto.
A boca aberta devoradora de homens.
E que todos os suspiros,
Atinja-lhe a navalha.
E a meia forca a vida não afugente o medo.
Toda gloria agora uma desgraça.
Como a de quem perde um filho a pos chorar em seus anseios.
Estes tambores confundidos como gralhas.
Esta comemoração vulcânica de sinas.
Esta fumaça expeça não é diferente das almas.
Fugaz melancolia, os arranhões sem rimas.
E a vida mais patética que nunca.... Assim se faz... Assim se ensina.
E tudo se foi,
E se é..
Já não sendo a mesma coisa.
Um engano constante de cores abstratas.
Uma explosão inexistente de coisas.

segunda-feira, 7 de março de 2011

Folhas de outono


Eu não sei escrever de amor.
Sei pouco, quase nada comparado a dimensão que é um sentimento.
A certeza que tenho é que sinto. Porque meu peito e minha alma me mostram com voracidade e nervosismo que não queremos ser só um.
Eu nunca ouvi falar de amor, apenas boatos... Cochichos.
Como uma risada doce de alguém que vai longe em alguma esquina.
Não sei do que é feito o amor.
Mas sei seu gosto, uma mistura de doce e amargo, explosão de cores em uma dança, hora feliz, hora descontente.
Ah quem diga que o amor nós torna marionetes do acaso, sem nem uma circunstancia.
E que tudo é distorcido, avesso, desavesso, encontro e desencontro.
Não se vê nada com a razão e sim com o coração.
Pois o que é importante na vida, não esta fora mais dentro.
O que me cabe escrever agora?
Se não um segredo que não nos pertence.
Um doce mistério de descobertas.
O amor não pode ser escrito, porque amor não tem dimensão.
E se for escrito não é amor, pois tudo que se define é limitado e o amor é sem fim.

“O amor é a morada mais acolhedora, semelhante à sensação de chegar em casa depois de uma longa viagem.”

terça-feira, 1 de março de 2011

In Memories III



Foi embaixo daquela castanheira que em sonho me vi pequeno.
Cabelos esvoaçados, alegria e contentamento.
A Curiosidade em suma e pressentimento.
Olhos vivos cheios de sonhos... A verdade que hoje perdi.
Aproximei-me de mim e perguntei-me.
-Que queres ser quando adulto menino?
Eu pequenino, sem medo, agarrei-me a meus dedos velhos e mão calejada.
Passei a minha mão cheia de inocência em meu rosto abatido e
Abraçando-me disse em meus ouvidos.
-Quero ser poeta!
Eu o olhei bem em seus olhos, buscando aquilo que havia perdido.
A inocência casta de um dia...
O amor mensurado por todas as coisas... Sem cobrança alguma.
Quando a lagrima cobriu meu espírito e a vontade era de apenas abraçar-me por todas as coisas que haveriam de vir.
De longe em um eco doce.
Minha amada, mãe. Chamando por minha infância.
Enquanto eu, pequeno corria em direção dos mistérios que me aguardavam.
Eu acenava da linha do tempo que nós desprendia.
-Vai! Segue seu caminho criança, que eu, rogo por ti.

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Versos soltos V




Vem,
Trás tua calma passageira.
Esta onda devaneia,
Que arrebenta o meu peito: Um nó.
Vem,
Trás consigo esta vontade,
Esta corrente de miragens,
Do amor que vive e não me cabe.
Eu e você: Um só.

Remember-me


Tudo tem seu tempo.
E não é mortal esta fatalidade.
Eu não tenho cura. Insisto!
Ei de um dia caminhar entre os mortos.
Haverá um dia em que meu corpo implorará um ultimo por do sol.
A ultima brisa em meus olhos fechados ao tempo.
E o silencio engolirá tudo como uma cortina que não espera aplausos.
Tudo será uma aredoma de Adeus,
Uma mão contraditória que não cabe uma caricia.
Talvez culpa, este assoalho de sangue e minha arquitetura de vidro.

-“Senhor, tende piedade de mim”

E o doce mistério da morte,
Essa carruagem de gritos e agonia vem arrastar-me a galopes.
O medo deste desconhecido. – “Será que fui bom o bastante?”
E se meu consolo for a canção de um corvo?
Sorrirei como os miseráveis,
 sobre a caridade insignificante dos homens.
Eis que não tenho beijos roubados aos quais lembrarei em mormaço
Ou uma alegria passageira dos dias de chuva.
Tenho a fatídica certeza:
-Estas correntes vêm amarrar minha sina.

“A morte é a glorificação de redimir a si mesmo.”

“Senhor, tende piedade dos tolos e dos sonhadores”

Estes que aos quais não sabem a gravidade de sua sanidade ininterrupta.
A voracidade de seus desejos e sonhos crepitantes,
Trás maresia aos enjôos deste novo mundo.
E a morte assola-os como um senhor furioso aos seus escravos.
Este tempo não é de tolos e sonhadores.
Diz a bula.


É de certo talvez,
Dançarmos a mesma musica macabra do véu que repousa sem desculpa
E vem cobrar-lhe dos familiares a alma.
Inquilinos de uma prisão de carne e talhas e bar ganhadores de sentimentos.

Toda luta não é mais luta,
E sim um desespero incontrolável de reencontrar-se
( se é que algum dia já se tenha visto.).
O medo nos molda a sua própria carnificina.
E conjurar como um cristão saudável e devoto não é o bastante.
Se acreditarmos na mesma mentira, tudo esta bem.

É mais certo do que os dias que clareiam este mausoléu de sonhos mortos.
Há tristeza em todo sorriso, todo olhar trás uma dor remota, uma saudade de um tempo esquecido.
E toda felicidade nunca é o bastante.
Uma quimera que nunca se satisfaz.
Não quero uma lapide gelada e lembranças boas às quais não fiz.
Mostro-me como o demônio que sou.
A criatura lamacenta a qual me agreguei para sobreviver.
Assim como tantos outros...
É preciso agarrar-se a qualquer fenda para não cair em algo mais fundo que sua tristeza.




Eu, mesmo uma válvula desse engenho maligno devorador de homens.
Bradarei aos murros este espelho de miragens.
Tombarei ao sinal de silencio do dedo em minha boca.
E antemão, arrastado ao inferno vos digo.

“Senhor, tende piedade de nossos filhos”.

Cometas III


Eu desapareci dos retratos,
Meu nome não consta.
Em lugar algum me encontro.
Não há espelho que me reflita,
Pois toda dor só se sente,
E sentindo eu perco-me de mim.
Minha voz é inaudível,
Como a de quem chora sobre as mãos que não abafam.
Meu riso, agora uma margem
Onde o mar dos meus sonhos
Deixou seus vestígios.

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

In Memories II



-Me peça um ultimo desejo!
Foi assim que me disse,
Antes de afogar-me em profundas lembranças.
Esta dor bem cravada,
Este gosto de mudança.
E este desejo de que não parta,
A qual as palavras não cansam.
Como quem vai para a forca
Tem direito a uma ultima satisfação.
Eu não quis... Jamais poderia.
Fazer de minha dor um alçapão.
Fazer de escada minha tormenta
Para do alto atirar-me ao vazio sem chão.
Estes meus dias agora mais lerdos,
Esta agonia que agora me ensina.
A uma duvida em meus desejos encarnados...
Porque não se vê Luz?...Quando a dor te experimenta.
Meu barco a vela a meio vento,
Com um só remo, não se sabe.
Se a corrente te arrasta com o tempo.
Ou se morre por remar sozinho na verdade.
E que meu desejo é tua fuga e o sorriso uma grande miragem.
Dos nossos momentos são duas linhas:
A tua, das boas lembranças, de todos os minutos amados: O futuro para ti cairá em uma folha de recordações e lagrimas de um passado.
O meu, esse desespero de quem te arranca do meu peito: E essa sensação de que tudo não foi o bastante.
 -Me peça um ultimo desejo!
E calado,
Somente meus olhos poderão exprimir.
O que minhas palavras não tiveram coragem.

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Necessidades: Além de viver


O maquinário coração esta quebrado,
Válvulas tortas, entupidas e desengatilhado.
Não funciona...
Não funciona...
Não funciona..

De que me adianta algo que só me bombeie sangue nas veias?
Um desnecessário engenho sobre-humano,
Com o único intuito de avivar e capacitar movimentos.
Não funciona...
Se funciona...
Não o entendo...
Necessito muito mais do que apenas viver.

Desenlace


E se ela indagar-me de sua ausência?
Apontarei a ela a sala e os milhares de livros que reli,
Maiakovski, Cecília Meireles, Augusto dos Anjos, Franz Kafka
Todos entediados de minha leitura lacrimosa e do compadecimento desmedido de meu ser.
Mostrarei essa urna embalsamada
Das horas mortas, das noites sem fim
Do moribundo pranto.

E se ela indagar-me se senti sua falta?
Conduzi-la-ei por toda a casa vazia
Mostrando-a o silencio em que submeti
O amor de nossos dias, pela casta temporada de sua ausência e do sangue nas veias transformado em cafeína
Pelo longo tempo de insônia convertida.

E se ela indagar-me de seu ressurgimento?
Direi a ela que é tardia a sua cura
Pois endoidei-me na bula dos remédios vencidos,
Montanhas de calmantes, soníferos e seus precedentes,
Psiquiatras, psicanalistas em busca do segredo de meu miserável enigma.

E se ela indagar-me como foram meus dias?
Abrirei meu caderno e suas folhas vazias,
O lustre apagado, as velas sem vida
A mesa posta com um único prato...
Minhas rezas silenciosas perante o mortuário de mármore.
Meu costume cotidiano de um pensamento apenas...
Vênus...deusa do que resta do amor


E se ela indagar-me por que não voltamos?
...Sorrirei a ela escondendo meu pranto.

Vazio: Um dos muitos "Eus"


E se meu sorriso agora é uma neblina distante,
Junto a esta voz morta a qual as palavras desabam.
Meus olhos esta agonia constante,
Essa insanidade de quem procura uma resposta.
Se tudo que tenho dentro de mim,
Agora se apaga,
Como um lampião abandonado
Em meio a uma floresta negra.
Toda alegria agora é um gritos distante,
Comparado ao por do sol do ultimo dia do mundo.
Tornei-me um cometa (que Deus me perdoe)
A visceral magoa de quem não mais se esconde.
O eclipse da alma,
Atrás das grandes montanhas dos sonhos.
As ilusões que o mundo abandonou.
Sou o suspiro gelado,
A escoria: Um passado.
Que vem de tempos em tempos atormentar os orbes.
A mão que tudo que toca...
Afasta-se e some.
Eu me tornei esse vazio incoercível.
Nem uma verdade para mim é o bastante.
Eu danço todos os dias desvairado e louco:
A dança da insatisfação eterna dos homens.
Conto...
Todas as lagrimas que nunca tive,
Neste meu ex desespero.
Este vazio constante.

domingo, 16 de janeiro de 2011

In Memories


Foi você quem abriu a porta e partiu.
Eu continuei na sala, de braços aberto e o rosto exaltado de lagrimas.
Não fui eu que escolhi partir, tirar tudo que foi dado,
Todo amor que por tempos conservado, simplesmente virou pó?
Eu desço as escadas da tua sentença
De malas prontas; Partindo.
– Eis me só.
E de que me valeu, tanto amor devotado?
Horas e mais horas, sozinho...em pleno pranto, trancado,
Destes dias – Hoje é finados?
Eu que balanço essa corda do teu esquecimento.
Este relógio que gira agora ao contrario.
Esse amor que se tornou magoa.
Por você ter partido sem mim...
Sem saber que partindo,
Eu seria sepultado...
Por todas as ilusão que eu tive.

sábado, 15 de janeiro de 2011

Espumas flutuantes I


Eu quero algo tão doce,
A magia de todos os circos.
Deslumbrar em mim a coragem do trapezista.
O riso por toda uma vida,
Do palhaço que cai, mais sorrindo.
Seremos então um mistério.
Igual àquele que trazem os mágicos.
Os aplausos para tudo o que é belo...
E suspiros para embalos.
Os balões inflamando....
Subindo... Subindo.. Subindo...
Como todos os meus sonhos.
Que se vão e nunca caem....

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Cometas II


Eu te perdoei por esquecer nossas datas.
O abraço não dado.... “Eu te amo” esquecido.
Toda a ausência.... São lembranças plantadas.
Tanto amor para o nada,
Meu desejo fingido?
Eu te perdoei por esquecer de nós,
Depois de tudo...
A aureola dos meus sonhos benzidos.
Não me resta magoas,
Apenas saudades...
 ...deste tempo feliz.

Cometas


Eu quero sua lembrança...
Porque haveria de não quere-la?
Quero sim essa saudade de seu abraço,
E ainda mais de nós.
-Eu ouvi no quintal, um cochicho baixinho.
Uma lembrança fugida....
Nós dois sentados, abraçados.
E você me dizendo que eu era seu para todo um sempre.

Falta:Nem tudo...



Hoje e somente hoje percebi de que o homem é feito.
É feito de faltas.
De aprender a lidar com as faltas que tem.
Somos um amontoado de faltas que caracterizam nós.
Somos a falta de tudo que tivemos e ainda mais das que deixamos de ter.
Sentimos por toda uma vida a saudade da infância, tempos estes que nossas preocupações resumiam-se a: “Que horas devo brincar?...” Brincar de que?”... “Meu desenho favorito ira terminar”... “Fulano (a) me xingou de tal coisa, não falo mais com ele (a)”.
De repente tudo se esvai pelos dedos como um brinquedo que se perde em uma tarde no parque.
Responsabilidades as milhas, características impostas. “Não se deve fazer isto, ou aquilo.”
Logo se aprende, ou acostuma-se que não se pode ser feliz de sua maneira, que sempre existiram “porquês”.
Logo vem a saudade do carinho e do aconchego da casa da mãe, de como aquilo que parecia tão simples, agora tem uma grande importância e falta na sua vida.
Com o primeiro beijo, desconfiamos que amar pode ser bom.
Com o sexo, temos esta certeza.
 A primeira desilusão enxergamos que os filmes românticos são apenas filmes e que provavelmente você dificilmente encontrará mesmo que deseje de todo coração, alguém que lhe ame como queira ser amado.
Aprende-se mais rápido ainda, que não se deve acreditar em todo o “Eu te amo” e que não é porque uma pessoa diz que gosta de você, que isso signifique que ela realmente lhe quer bem.
Descobrimos que o mundo não é como imaginamos e porque os sonhos se chamam sonhos.
Adiante, em uma próxima esquina te espera as desilusões amorosas, estas por si vêm acompanhadas de muitas lagrimas e uma eterna saudade.
Aprendemos que o emprego que temos, está longe do que aquele que sonhamos e que somente com muita luta, esforço e sacrifício poderá um dia talvez alcançar o que se pretende.
Tornamos com o tempo menos doloroso o convivo com a saudade e a lembrança de pessoas que se foram.
Descobre-se tarde de mais que estar com alguém, não quer dizer necessariamente que se esta feliz ou que não se esta sozinho. (Grandiosos os que se encontram felizes).
Arrepender-se em pequenos goles pelo resto da vida das besteiras que se fez ou deixou de fazer, ofensas dadas e as amarguradas na garganta e imaginar os caminhos que deixou de seguir ou de te seguirem os caminhos que te deixaram.
Descobrimos tarde de mais, que necessitamos de amor mais do que imaginamos.


Noite gelada de quarta feira, 12 de janeiro de2011.
Sozinho a meia luz de um computador velho.

Amor: Uma contradição milenar


O amor é relativo...
Existe sentimento mais contraditório que este?
 Se o amor já era um sentimento complicado de lidar e falar, imaginemos hoje em dia.
É dito através dos tempos e da historia que evoluímos, que estamos em
Constante mudança para nos adaptarmos e sobrevivermos, assim dizem os livros.
O amor mudou, assim como muitos sentimentos que já foram muito mais nobres.
As pessoas mal iniciam um relacionamento e já trocam juras e “Eu te amo” como um pequeno artifício para algo maior. Como algo maior se o Amor é (ou era) o objetivo.
Sexo, tornar-se um abatedor, ou apenas por puro esporte este é o novo objetivo. Satisfazer seus instintos e sentimentos unitários esta é a nova lei.
Realmente não entendo o caminho que o mundo toma, nem arisco julgar.
Onde esta aquele velho amor?...
Onde se encontra a vontade de fazer a pessoa feliz acima dos próprios desejos?
Amor é muito mais que uma “foda”.
Eu não consigo ver mais nos olhos dos namorados aquela antiga luz, a fagulha arrebatadora e avassaladora do amor.
Vejo posse, uma luta muda de quem conquistará quem primeiro. Premiar-se com a conquista de alguém e não de caminharem juntos em uma trilha.
A segurança das pessoas hoje está em saber que alguém esta de certa forma sobre seu controle.
O amor tornou-se algo muito solitário, não somamos mais, são apenas comparações e divisões.
Barganhamos nossos sentimentos, damos mais valor a coisas físicas e supérfluas.
Ate mesmo a beleza das pessoas é distorcida... Ninguém ama um vazo de flores.. Mais sim a harmonia entre as flores e o vaso.
Mais hoje em dia os vasos são mais interresantes vazios.
Pouca importa o conteúdo, quando a vista lhe agrada. Mais até quanto tempo?
Logo o amor não passará de uma palavra e seu significado no dicionário.

Amor

(ô) s.m.(o) 
1- Afeição profunda a outrem, a ponto de estabelecer um vínculo afetivo intenso, capaz de doações próprias, até o sacrifício. 
2. Dedicação extrema e carinhosa.
3. Sentimento profundo e caloroso de atração que um sexo experimenta pelo outro. 
4. Apego. 
5. Carinho; ternura. 
6. Cuidado; zêlo. 
7. Fig. Pessoa amada, ser amado. s.m.pl.(os) 
8. Relações amorosas; namoro

Eu te amo é bem mais que uma palavra de carinho jogada aos quatro cantos como as pessoas bem queiram... É um sentimento verídico e extinto.

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

O Erro de cada dia L.T.D. A.


Vago nesta selva de pedras e de alma vendida ao fracasso.
Acomodado a um cabresto apertado, um numero marcado e alguém que sempre me guia.
Sim, de fato sou industrializado.
Sou como tantos outros, que ate para pensar é necessária ajuda, um maquinário movido a ócio.
Adornam-me propagandas e capim amanhecido, sentimentos, os meus são implantados, venderei quando crescidos.
Serei um retrocesso?....Uma evolução que anda de costas.
O erro esta em viver a vida do avesso.

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Partida: Adeus sem retorno.


Parece que sempre estou de malas prontas.
A partida, pode ser a qualquer momento.
Eu escuto o apito de um trem que não passa
Uma viagem que não sei retorno.
Todo abraço é quase o ultimo.
Todo momento, uma futura saudade.
Por meu amor é quem mais temo.
Não suspeita que eu parto.
Talvez por sorrir,
Não suspeita minha tristeza,
Nem nos meus olhos enxerga meu fardo.
Um dia de cada vez para mim é pouco
E pouco para quem se vai não é o bastante.
Tenho medo,
Pois quero amar, alem de tudo
E não sei se serei coroado.

Parece que sempre estou me despedindo
E toda imagem que vejo,
Amanhã já será outra.
Toda brisa que sinto, fecho meus olhos.
Todo céu estrelado, meu segredos eu dou as estrelas.
Quem saberá se para onde eu vou tem destas coisas?
Para onde caminho?...Só sei que logo viajo.
Escuto todo momento o apito chamando meu nome.
-Vem que é hora de partir!
Essa estação que me encontro perdido.
-Ultima chamada ao encontro de Deus.

Lembranças: Muito para tão pouco


Eu vi suas fotos,
Todos aqueles que te cercam...
Porem não encontrei nem um vestígio meu.
Talvez porque me tornei bem mais que lembrança...
Algo a menos que um rascunho,
Porem em mim,
Nada se escondeu....
Eu lembro do riso.
Seu carinho... Verdade.
O vento assoprou e nosso balão esvaeceu.
Desapareceu para alem de nossa compreensão...
O que sinto é saudade.
Eu procurei por todos os álbuns,
Ao menos uma insegura certeza
De que eu ainda em ti vivia.



...Não existe mais espaço para mim.
...e assim eu sigo sem rima.

domingo, 9 de janeiro de 2011

Cântico de lamento




Esta foi uma noite difícil,
Pois sentei e observei as estrelas.
Vi que faltava uma luz entre elas...
Seu sorriso seguindo um cometa.




Cantei enquanto chorava,
Ao meu céu estrelado... Nublado por vertigem.
Meu amor deixou em mim apenas saudades... Meu relógio dinamite.
Tudo que lembro, tem gosto de nada,
E tudo que é nada... Me trás um desgosto.
Ela partiu quando eu mais a amava,
E tudo que vejo; Preto e branco.
Este coração despedaçado é meu premio.
Costura e emenda coração,
Pois este, é o começo desta grande queda.
Amar não faz mal nem um até o momento que gera descrença...
E descrente parto, sem rumo ou rastro e meu fardo: Sentença.
Nasceu em minha alma um vazio sem forma
Para ocupar sua ausência...
Como poderei seguir passo ante passo,
Minuto a minuto,
Se todos os planos tinham a sua presença?
Porque plantar se não pretende colher...
Um fruto maduro devido à incerteza.

De relâmpago a relâmpago eu sinto minha queixa.
Os braços estendidos como um mastro
Em um navio fantasma que vaga.
E essas vozes que sempre assopram seu nome.
Eu já esqueço de mim...
E nem sei se lembro de nós.
Um grande amor só se vive uma vez nesta amarga vida,
E se perder morrera lentamente,
Desta inescrupulosa e fatal partida.
Todos os dias olhar sempre o mesmo horizonte,
Onde despontou a sua alegria.
Envelhecer em uma varanda sozinho...
Petrificar este tão contraditório coração.
Chorar sempre para dentro sorrindo.
Todo o santo dia... Um pouco dela partindo.
E que a duvida não repouse em seu coração,
Pois o sofrimento mata o amor.... Devagarzinho.
E é certo que se em um cruzamento da vida chegar esta hora.
Me perdoe...
Talvez por tanta tristeza....e tanta ausência...
Já não saberei mais gritar o seu nome.

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Hodierno


Advérbios, prolixidade de palavras,
Por bem mais interesse me empenho em pronomes.
Verbos transitivos...sentidos figurados.
Conjunções de todas as minhas sílabas e enaltecimento de minha palavras.
Preposições as quais eu esqueço,
Substantivos esses que me cercam, tapam-me os olhos.
Um mundo de adjetivos.

Questionamentos: Lucidez passageira.



Eu estava pensando na mulher que amo, quando me deparei com uma questão.
Ate quando dura um amor?
Quantas vezes dizemos “eu te amo” e algum tempo depois nos desvencilhamos da pessoa.
Às vezes acho que fugimos e muito do que realmente é o amor, patenteamos essa marca, o usamos em beneficio próprio e por razões duvidosas.
Confesso que só de pensar nisto tenho medo.
Tenho medo de todas as juras e promessas de amor padeçam pelo chão, tenho medo de não ser amado conforme acredito que seja realmente o amor.
As pessoas parecem se acomodar, ou, simplesmente não se importam para onde esse barco veleja.
Não poderia ser diferente, se tudo ao nosso redor nos faz acreditar que, absolutamente tudo é normal.
Ontem uma pessoa me disse: “O amor começa a morrer a partir do momento que ele é alcançado.”
Claro que não acredito nisso. Creio que, quando se chega à conquista é iniciada uma nova etapa do amor.
O amor não diminui, não acaba, ele se expandi e amadurece.
Se ele chegou ao ponto de começar a morrer é porque nunca foi realmente amor.
Me dói ver esta forma genérica do amor pelas ruas e nos corações das pessoas.
As pessoas têm o péssimo habito de dar o valor justo e necessário ao que tem depois que já o perdem.
Eu na minha concepção pequena de mundo, não entendo essa corrida para um pódio vazio e sem prêmios.
Vendo por este ângulo, creio que as questões mudam.
O que é realmente o amor?
Será que amamos da maneira correta?
Façam essa pergunta aos seus corações.
O tempo é curto... A vida é mais que passageira.

Congruências da mente: metafísica de pensamentos


Tenho essa impressão cravada em mim.
Como se o tempo tivesse parado e fizesse questão de me mostrar tudo aquilo que não vivi, os momentos que não fiz questão de estar.
É como se eu, tombadilho, me contorcer-se entre minha própria linha de tempo, perdido, boiando nas imagens que guardam o tempo.
É como essa minha agonia de que alguém chegara e mudara tudo.
Esta é a única fabula que meu coração insiste em coagir-me.
Eu sinto a hora e o minuto perdido, o riso abafado o choro prendido.
Às vezes sinto-me como um acumulo de faltas.
Um passageiro a espera de algum trem...que nunca chegará...

Certezas I



E é assim,
Que convencido,
Toda partida,
Não dói como antes.
Eterna saudade, minha sina mentira.
Dizer ao meu coração que esta tudo bem.

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

O incendiário II


Nem todo porto é adeus,
Assim como nem toda a saudade é triste...
Nem todo o sorriso é alegria.
A decadência dos homens persiste.

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Solavancos



Hoje observei o céu, os pássaros que não existiam,
O colapso da vida: Um carrossel.
Não quis nada alem de passar mais este dia em branco,
Queimar as folhas de meu caderno e despedir-me mais uma vez de mim.
Apenas de balanço em balanço contentar-me.

“É que sinto o infinito fecundo,
E não posso desfrutar-lhe.”

Sinto!
Não... Apenas constato.
Sou uma fenda, sangria, grito que ecoa e nunca morre.
Uma eterna saudade...
Daquilo que não sei se foi hoje.

“Prepondero sempre à razão”


Hoje observei este tapete azul de laminas afiadas,
Sorri pelos risos que não existiam.
Vi as almas que choram...
 Minha imortalidade tem regras.


...Poços humanos... Vida infeliz..

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Saudade: A falta que você me faz.



Não suportei somente pensar em ti.
A falta que você me faz,
O seu cheiro, que minha alma se satisfaz.
Por toda uma vida eu nunca supunha que amaria alguém desta forma.
Sentir falta... De sentir falta de ti.
Tenho a necessidade de sua presença.
Em todos os olhos que vejo,
Encontro o teu mistério me chamando...
Conduzindo-me como um passageiro.
Sinto falta do seu sorriso modesto,
E esse seu exagero de tanta alegria,
Que clareia meus olhos,
Ilumina todos meus dias.
Onde foi esse teu abraço?
Que fizeram nascer de meu coração tantos suspiros.
Eu quero tua companhia,
Nas historias mais lindas de todos os meus livros.
Eu escuto todos os dias sua voz,
Na minha memória ela é o meu hino.
 Eu te dei um céu estrelado,
Pra te lembrar da minha ausência,
Amor retorna para mim logo...
Eu preciso da tua existência.

Divagações - Meu silêncio maciço

Eu não sou esse compacto moderno feito para essa vida de agora.
Não sei trucidar sonhos, esconder sorrisos, amortalhar os pensamentos dos outros.
Eu não sou industrializado, ainda amo o campo e essa simplicidade que Deus nos deu.
Amo apreciar as estrelas deitado em uma grama.
Ver desenhos nas nuvens... Dizer quão alguém é importante para a mim, a todo o instante momento.
Choro por demais por coisas pequenas e não sei me exaltar com ferocidade.
Não permito a mim nem um pensamento implantado. O que me faz feliz é o que me faz feliz. Isto já me basta para toda uma vida.
Sou apaziguado de mais...
Simples por demais...

E espero de todas as pessoas que me cercam o melhor de seus sentimentos.
E amo demais, de fato... Para um mundo tão triste que se tornou tão pequeno.